domingo, 16 de dezembro de 2012

Londres - Capítulo 2 - Locomoção

Quem nunca ouviu falar nos famosos metrôs de Londres? Já foi retratado em séries, músicas e livros; usado por jovens e velhos, turistas e londrinos, homens e mulheres.
O metrô é a melhor opção para quem quer conhecer Londres de um lado ao outro rapidamente e sem muitos custos. Existem tickets diários que te permitem passar por diversas estações, independente da quantidade.
Por ser em Londres, tudo é muito organizado, sinalizado; além das placas, existem sempre pessoas encarregadas de melhorar o funcionamento do ambiente, dispostas a ajudar. Por exemplo, um determinado dia, uma das estações que teria que usar estava fechada, mas havia um aviso enorme explicando como utilizar as outras linas para chegar ao mesmo destino.
Outra coisa que vale ressaltar é o uso das escadas rolantes. Se você não tem pressa, fique parado do lado direito da escada, o lado esquerdo serve para quem está atrasado e não vai ficar esperando.
Abaixo um mapa do metrô e todas as suas linhas para comprovar que é abrangente:

Parece complicado, não? Depois de um tempo torna-se rotina!

Um dos símbolos de Londres, o clássico ônibus de dois andares (vermelho!) também é um bom meio de transporte. Sobre ele não posso falar muito, afinal foram raras as vezes que usei. Recomendo, mesmo que apenas por turismo! 



Particularmente, prefiro o metrô por ser mais rápido e simples.

Próxima parada: as delícias culinárias!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Londres - Introdução

"A pior parte da viagem é a viagem", já dizia uma grande filósofa: minha mãe. Sempre fui obrigada a concordar, passar horas dentro de um avião com outros vários desconhecidos não é o melhor dos mundos. Entretanto, basta pensar no destino, em tudo o que se pode encontrar que todo esse incômodo desaparece, ou diminui.
Estamos falando de Londres, Inglaterra, cidade conhecida por suas cabines telefônicas, seus ônibus vermelhos e sua guarda. Porém, essas percepções são de senso comum, falaremos daquilo que só quem foi, sabe.
Já começando os preparativos para as Olimpíadas que se seguem, os londrinos estão mais educados, param, te dão atenção, não se incomodam de te apontar uma direção. Pedem desculpa, licença, cumprimentam.
São precisas duas semanas, mais ou menos, para que um roteiro básico possa ser estabelecido; se locomover não é o maior problema, mas a cidade apresenta uma infinidade de atrações. Para todos os gostos.
Na maior parte do ano, faz frio. Um frio suportável. Só é chato aquele tira e bota de casacos ao entrar em qualquer lugar. Dentro dos ambientes, o ar é climatizado, digamos assim...
Fui com a imagem de uma Londres tranquila, impecável; voltei tendo a certeza de que tinha conhecido o melhor dos mundos. O por quê fica para depois...

quinta-feira, 8 de março de 2012

Fifteen Side by Side With The Queen

Depois de muito tempo sem escrever, carnaval, início de ano letivo... aqui estou. Vim anunciar uma série. Esse título de hoje já é dela. Conheci Londres no carnaval e vou escrever sobre experiências ao longo de algumas publicações. 

  1. Londres - introdução
  2. Locomoção
  3. Comida
  4. Programas turísticos
  5. Curiosidades e diversidades
  6. Um dia em Liverpool
Estas serão as publicações, sem data prevista.
O título da série de traduz para "15, ao lado da Rainha". Nos 15 anos é costume fazer uma festa, mas escolhi a viagem. A Rainha é um símbolo da Inglaterra, conhecido pelos quatro cantos do mundo, mas generalizações são erradas; digamos apenas por boa parte do mundo.
As fotos que acompanharão o texto serão, em sua maioria, de minha autoria.
Eu espero que gostem! Já estou preparando o primeiro texto e virá em breve.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Molha que Passa

       Ainda não tinha dado meia noite, mas meus olhos começavam a querer descansar. O computador ligado na minha frente não emanava luz suficiente para mantê-los abertos. Piscava, freneticamente, enquanto meus dedos batiam ritmados no teclado.
Fazia frio e as janelas da sala estavam abertas, era fácil ouvir a conversa do vizinho, um cachorro latindo e a chuva, qua caía no parepeito. Os pingos violentos, não parariam de cair tão cedo, o jeito era aproveitar.
Quando era pequena, gostava de ir à praia, à piscina, de sentir a pressão da água da cachoeira nas minhas costas; trocava tudo por um banho de mangueira. Meu sonho era ser surfista, mas se fosse muito difícil, optaria por virar pirata. Prometi para mim mesma que viveria em um barco batizado de "Onda", teria uma tripulação que soubesse nadar os quatro estilos e desbravaria mares ainda não descobertos. Quem sabe um oceano, um golfo ou até mesmo uma lagoa não teriam o meu nome? Quem sabe?
Depois do bocejo mais longo da noite, até então, decidi que era hora de ir dormir. A casa estava mais silenciosa do que nunca; sempre morei sozinha, mas as calopsitas da vizinha me perturbavam demais. Felizmente, ou infelizmente, elas haviam morrido há uma semana.
Andei pelo longo corredor que mais parecia uma linha do tempo. Eram várias fotos, memórias e ilusões. Afinal, hoje me encontrava com pouco mais de 40, pais divorciados, nenhum marido e alguns poucos amigos forçados do trabalho. Em algum ponto eu perdi algo, mas já havia levado tempo demais calculando meus erros.
Ao me deitar, todo aquele sono que estava me incomodando se foi, fechava meus olhos, mas eles pediam para ficarem abertos, me virava de um lado para o outro, remexia os lençóis. Nada. Faltava alguma coisa e uma parte de mim sabia disso; algo estava errado, mas o que? Refiz minha noite: jantei, arrumei a cozinha, escovei os dentes, fui no computador e vim deitar. Não havia erro.
As janelas estavam fechadas, talvez meu quarto só precisasse ser refrescado. Empurrei as cortinas e deixei o vento bater em meu rosto. A chuva, companheira de toda minha vida ainda caía. As gotas que podia ver, iluminadas pelo poste, me lembravam as que observava na luz da sacada da minha casa de infância; e o barulho da goteirame remetia ao chuveiro quente que minha mãe ligava após um banho de chuva. 
Olhava para o céu e para o chão, as gotinhas mais pareciam um fio ligando opostos e, cada vez mais, eu sentia o aroma de terra molhada, velho conhecido. Por impulso, desci as escadarias e deixei que a água me molhasse. Meu pijama grudou gelado no corpo e meu cabelo estava liso e embaraçado. Abri os braços e levantei a cabeça, queria que os pingos lavassem minha alma, levassem meus problemas, sumissem com as preocupações.
E, nessa madrugada escura e triste, voltei para dentro ensopada, como uma criança desobediente. E sorri.