sábado, 30 de julho de 2011

Parquinho

As crianças que, hoje, brincam no parquinho imaginam que a Sininho realmente existe e que um beijo em uma ferida é capaz de curá-la. Que o monstro embaixo da cama é o pior pesadelo e que Papai Noel passa o ano inteiro se preparando para o Natal seguinte. Acham que crescer é besteira e que vão sempre pensar e agir da mesma maneira. Quem nunca teve como ídolo o eterno, literalmente, Peter Pan?


Gosto de me sentar ao redor de tanta cor, de tanta vida, e o lugar que encontro com essa descrição é um parquinho. Bom, eu não faço o uso que deveria fazer, afinal nem tenho mais idade para isso, mas achei algumas leituras interessantes. Vamos a elas:


Iniciemos pelo mais clássico dos brinquedos, o balanço. Eu não subo nele para imitar o Tarzan, muito menos para pensar ser um astronauta que voa cada vez mais alto por dentre o céu. Mas vejo um movimento de vem e vai... Uma indecisão, uma mente confusa. Enquanto avançar por entre as nuvens com os pés para frente gera o medo do que não conhecemos, regredir e se manter atrás é mais confortável.


Em um movimento oposto está a gangorra. Enquanto os mais novos a usam para pôr a dupla "de castigo", eu, mais uma vez, observo o movimento. Ao contrário do balanço, a gangorra vai para cima e para baixo, representando os momentos bons e ruins que todos, sem exceção, temos. Alguns dias nos sentimos radiantes, queremos ir ao infinito e além, mas em outros momentos, é necessário dobrar os joelhos, para ficar mais confortável, bem pertinho do chão.


Fazendo um movimento alternativo, e o que mais gosto, está o escorrega. Este nos revela muito mais do que parece... A queda é muito rápida e nos gera um frio na barriga, um medo. Quantas vezes não acertamos "em cheio" o chão após uma descida em alta velocidade? Alguns espertinhos tentam subir pelo lado contrário, mas é muito mais difícil. Porém, nunca devemos nos esquecer, que há sempre a escada, basta que você se levante e contorne o brinquedo. Dê a volta por cima.

2 comentários:

  1. E tem o carrossel, não é Juliana, que gira como o mundo, dando muitas voltas.
    Beijo
    Vô Jorge

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