Quando eu era pequena, tinha medo. Medo de tudo aquilo que fosse maior do que eu, ou seja, muita coisa. Tinha meus pais para escovar meus dentes e pentear meus cabelos. Para me contar uma história na beirada da cama até que pegasse no sono. Eles estavam la´se precisasse de alguém para segurar minha mão.
Hoje, tenho medo de tudo aquilo que desconheço. De tudo aquilo que não posso apalpar, conhecer, desvendar. Ainda tenho meus pais, porém, eles não seguram na minha mão nem espantam o monstro que dormia, ou dorme?, embaixo da minha cama. Eles formam uma rede de proteção.
Imagine uma criança, pequena e frágil, fazendo uma brincadeira clássica, andar sobre a mangueira fingindo ser uma corda bamba. Se ela cair não passa do chão. É o que os pais fazem, não te deixam ficar pior, mesmo se você estiver apertado, com um chão prestes a desmoronar, como a corda, eles estarão por baixo.
Enfim, a ideia do medo me surgiu durante o almoço, porém associada ao conceito de máscara, mas como não consegui formular um pensamento, deixo para o próximo post.
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